sexta-feira, abril 02, 2010

CUSTO DA TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO RENAL NA TERAPIA INTENSIVA: RESULTADOS DO BEST STUDY

COST OF ACUTE RENAL REPLACEMENT THERAPY IN THE INTENSIVE CARE UNIT: RESULTS FROM THE BEGINNING AND ENDING SUPPORTIVE THERAPY FOR THE KIDNEY (BEST KIDNEY) STUDY.

CRIT CARE. 2010, 14:R46


Este estudo prospectivo observacional multicêntrico realizado em 23 países e publicado recentemente na Critical Care avalia o custo entre a terapia de substituição renal (TSR) continua e intermitente. Já sabemos que aproximadamente de 4-5% dos pacientes dentro das UTIs necessitam de TSR. Entretanto, até o momento não houve nenhum estudo que demonstrasse diminuição na mortalidade entre a TSR intermitente ou contínua. Os resultados deste estudo demonstraram uma diferença estimada de US$ 289.6/dia maior com a TSR contínua quando comparado ao método intermitente. O maior contribuinte para esta diferença é o custo dos fluídos. Quando a taxa de ultra filtração e reposição dos fluidos não excede mais que 25ml/min (aproximadamente 25ml/kg/h) resulta em uma economia de US$ 67,2/dia (23,2%). Alguns estudos como o ATN e o RENAL não mostraram maior taxa de sobrevida quando as taxas de ultra filtração e a reposição eram de 35 ou 40 ml/kg/h. Assim, o valor de 25ml/kg/h parece se prudente e garantido.

Os países participantes foram divididos em áreas geográficas: norte da Europa (Bélgica, Rep. Tcheca, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia, Suíça, Inglaterra e Rússia), sul da Europa (Grécia, Itália, Israel, Portugal e Espanha), América do norte ( Estados Unidos e Canadá) América do sul (Brasil e Uruguai), Ásia (China, Indonésia, Japão e Singapura) e Austrália. O custo de enfermagem demonstrou-se maior no grupo intermitente com exceção da América do sul onde o grupo contínuo foi maior. Na Austrália não foi comparado este tipo de custo. O custo com anticoagulante (heparina) foi similar entre as áreas com exceção do Japão onde 42,03% dos pacientes usaram outro anticoagulante.

Não houve diferença entre os grupos quando foi analisado o custo dos circuitos extra corporais. A maior diferença foi encontrada na Ásia seguida pela América do norte.

Marcelo Grandi