segunda-feira, fevereiro 25, 2013

As mudanças na Campanha de Sobrevivência à Sepse

Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Severe Sepsis and Septic Shock: 2012.
Dellinger RP, Levy MM, Rhodes A, Annane D, Gerlach H, Opal SM, Sevransky JE, Sprung CL, Douglas IS, Jaeschke R, Osborn TM, Nunnally ME, Townsend SR, Reinhart K, Kleinpell RM, Angus DC, Deutschman CS, Machado FR, Rubenfeld GD, Webb SA, Beale RJ, Vincent JL, Moreno R; Surviving Sepsis Campaign Guidelines Committee; Pediatric Subgroup.
Crit Care Med 2013 Feb;41(2):580-637.

No mês passado, foi lançada a nova versão para a Campanha de Sobrevivência à Sepse. Vieram algumas mudanças das versões de 2004 e 2008. E suma, os especialistas deram ênfase ao tratamento inicial e às estratégias de prevenção de novas infecções, principalmente nosocomiais.
Reparem também que a relação de conflitos de interesse de todos os autores vem discriminada logo no início do artigo, o que passa maior transparência da autoria. Temos também a Dra Flavia Machado, que representa muito a luta contra a sepse no Brasil; isto dá maior credibilidade e representatividade aos países da América Latina.

Algumas recomendações caíram em desgraça (por exemplo, a proteína C ativada, que saiu até do mercado) e outras apareceram ou subiram de conceito (identificação precoce da sepse, clearance de lactato, descalonamento de antibióticos quando possível, monitorização do tratamento com procalcitonina). Algumas recomendações viraram de cabeça pra baixo, como o uso de bloqueio neuromuscular para SARA, que era contraindicado em 2004 e pode ser usado para SARA grave agora. Outros casos como este são: a preferência de cristaloides para reposição inicial; início de noradrenalina mais precoce para elevar a PAM mais rapidamente.

Resumo: (tabela abaixo)
Em alta - cristaloides; lactato; antibioticoterapia precoce; procalcitonina; prevenção de infecções nosocomiais; noradrenalina; dieta enteral; VNI.
Em baixa - early-goal therapy (Rivers); coloides (exceto albumina); dopamina; proteína C ativada; controle glicêmico.



André Japiassú