sábado, fevereiro 16, 2008

Farmacêutico na UTI: Medida importante para melhoria da qualidade

O papel de equipes multiprofissionais na UTI sempre é um ponto delicado. Se por um lado em teoria médicos frequentemente afirmam que a multidisciplinaridade veio para ficar, por outro lado muitos médicos ainda sentem-se desconfortávesi com as intervenções feitas por profissionais não médicos na UTI. Na minha o pinião há tempos já está claro que fisioterapuetas atuando de modo pró-ativo encurtam o tempo de VM e facilitam o desmame, enfermeiros com o uso do check list podem facilitar a auditoria da aderencia a medidas de qualidade como as preconizadas com o FASTHUG (Vincent et al Crit Care Med 2005) e nutricionistas podem nos facilitar a vida ao atuar no sentido de otimizar o suporte nutricional.
No número atual do Critical Care Medicine, Marshall et al mostram que a presença ativa de um farmacêutico na UTI pode facilitar a aderencia a protocolos de sedação (meta reconhecidamnete difícil na atividade médica diária) e reduzir com isso o tempo de ventilação mecânica. Tal fato é um avanço no sentido de reduzir a morbidade imposta pela internação em UTI (infecções, miopatia, traqueostomias,lesões traqueais, etc...).
Falta-nos agora reconhecer que as medidas de qualidade tem um preço e que pagar pela presença da equipe multiprofissional é custo eficaz. Intervenções simples e de custo baixo-moderado como esta tem sido ao longo da última década responsáveis pela redução de mortalidade em UTI e por um cuidado mais amplo e preciso de nossos pacientes.


Jorge Salluh

Impact of a clinical pharmacist-enforced intensive care unit sedation protocol on duration of mechanical ventilation and hospital stay *.
Clinical Investigations

Critical Care Medicine. 36(2):427-433, February 2008.
Marshall, John PharmD; Finn, Christine A. PharmD; Theodore, Arthur C. MD
Abstract:
Objective: While the use of a protocol to guide sedation and analgesia therapy in the intensive care unit has been shown to improve patient outcomes, compliance is often poor. We hypothesized that a formal, consistent intervention by pharmacists to promote adherence to our institution's sedation guidelines would improve clinical outcomes. The purpose of this study was to document the impact of daily pharmacist interventions on clinical outcomes of intensive care unit patients prescribed continuous sedative therapy.

Design: Before-after study.

Setting: Two medical intensive care units (total of 18 beds) at a university medical center.

Patients: Patients were 156 mechanically ventilated patients prescribed a continuous infusion of sedative medication while in the medical intensive care unit.

Interventions: In the retrospective group, data were collected on all mechanically ventilated patients receiving continuous sedative infusions over a 3-month period. In the prospective group, a pharmacist evaluated all mechanically ventilated patients on continuous sedation daily and made recommendations to adhere to the institution's previously approved sedation guidelines.

Measurements and Main Results: Data were collected for 78 control and 78 intervention patients. The groups were well matched in terms of baseline demographics. The mean duration of mechanical ventilation was reduced from 338 +/- 348 hrs (14 days) in the pre-intervention group to 178 +/- 178 hrs (7.4 days) in the postintervention group (p < .001). Durations of both intensive care unit stay (380 +/- 325 hrs vs. 238 +/- 206 hrs, p = .001) and hospital stay (537 +/- 350 hrs vs. 369 +/- 274 hrs, p = .001) were also significantly reduced in the post intervention group.

Conclusions: The institution of a daily pharmacist-enforced intervention directed at improving sedation guideline adherence resulted in a significant decrease in the duration of mechanical ventilation in patients receiving continuous sedation.