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05 maio 2015

ALBUMINA TEM MUITO SÓDIO?

A solução de albumina a 20% contem aproximadamente 145 mEq de sódio por mL (pode variar 10 mEq para cima ou para baixo). Por outro lado, o soro fisiológico contem 154 mEq de sódio por mL. Portanto, o conteúdo de sódio do soro fisiológico é superior ao da albumina.

Flávio E. Nácul

QUANTO CUSTA A ALBUMINA?

Um frasco contendo 50 mL de albumina a 20% custa aproximadamente 75 reais. Por outro lado, um frasco com 500 mL de soro fisiológico custa aproximadamente 1 real.

Flávio E. Nácul

04 agosto 2014

QUEM CONTEM MAIS SÓDIO: SORO FISIOLÓGICO OU ALBUMINA?

O Soro Fisiológico contem 154 mEq/L de sódio.

A Solução de Albumina a 20% contem 145 mEq/L de sódio.

Assim sendo, o Soro Fisiológico contém mais sódio do que a solução de albumina a 20%


Flávio E. Nácul

23 julho 2014

PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA

As provas de função hepática são bilirrubina, tempo de protombina e albumina.

TGO e TGP não são consideradas testes de função e sim de inflamação do fígado

Flávio E. Nácul

13 março 2011

Albumina: o retorno

SAFE Study Investigators, Finfer S, McEvoy S, Bellomo R, McArthur C, Myburgh J, Norton R. Impact of albumin compared to saline on organ function and mortality of patients with severe sepsis. Intensive Care Med 2011;37:86-96.

É sabido que o uso de albumina ou salina não altera a mortalidade no paciente grave. Isto se deve ao grande estudo SAFE, realizado em mais de 6000 pacientes e publicado em 2004, na New England Journal of Medicine. O que ocorreu é que este mesmo estudo levantou uma dúvida se havia benefício no subgrupo de pacientes com sepse, que receberam albumina.

O mesmo grupo repetiu o trabalho, com controle da administração de líquidos venosos nos primeiros 7 dias de tratamento, assim como da monitorização de disfunções orgânicas.

Foram pouco mais de 600 pacientes em cada grupo. Após início do tratamento, o grupo albumina teve menor reposição de líquidos nos 3 primeiros dias (média de 500 ml a menos por dia). Os pacientes no grupo controle receberam 43% a mais de líquidos que o grupo intervenção. A PAM, a frequência cardíaca e a pressão venosa central (PVC) foram incrementadas significativamente no grupo albumina: menos taquicardia, maior PAM e maior PVC. A disfunção cardiovascular apresentou tendência a melhora rápida no grupo albumina, principalmente a partir do 3º dia. Ao contrário do que foi questionado na literatura, o uso de albumina não alterou a função renal nos primeiros 7 dias do estudo.

Não houve diferença nos demais desfechos de interesse, como tempo de permanência ou mortalidade. Mas a infusão de albumina apresentou odds ratio de proteção para mortalidade em 28 dias (0,71, ou seja, quase 30% de proteção).

É mais uma discussão que aflora sobre o tema "cristaloide versus coloide". Uma nova meta-análise de fevereiro de 2011 (publicada na Critical Care Medicine) também aponta para algum benefício da albumina no paciente séptico, embora boa parte do peso venha do estudo SAFE (~ 67% dos pacientes em toda a meta-análise).

André Japiassú

19 fevereiro 2008

Reposição Volêmica na sepse: Quando e QUANTO

Fluid Therapy in Resuscitated Sepsis - Less Is More
Lakshmi Durairaj, Gregory A. Schmidt

Abstract:
Fluid infusion may be lifesaving in patients with severe sepsis, especially in the earliest phases of treatment. Following initial resuscitation, however, fluid boluses often fail to augment perfusion and may be harmful. In this review, we seek to compare and contrast the impact of fluids in early and later sepsis; show that much fluid therapy is clinically ineffective in patients with severe sepsis; explore the detrimental aspects of excessive volume infusion; examine how clinicians assess the intravascular volume state; appraise the potential for dynamic indexes to predict fluid responsiveness; and recommend a clinical approach. (CHEST 2008; 133:252–263)

Eu gostei deste artigo, mas já fiz tudo ao contrário do que os autores preconizam: paciente séptico hipotenso, para mim, quase sempre merecia prova de volume. E esta é uma crítica que eles fazem da nossa prática. E não precisa ter uma monitorização maravilhosa, invasiva, super moderna, para avaliar a volemia. Abaixo está uma das frases principais do artigo:

"Once the patient has been resuscitated, fluid infusion should be ceased and no maintenance fluids should be prescribed. The intravascular and total body volume state should be judged periodically (daily in a rather stable patient, more frequently in the newly admitted or unstable patient) using conventional means such as clinical examination, intake and output records, changes in weight, adequacy of urine output and perfusion, and other measures. Generally, such assessment should be followed by diuretic administration because the typical septic patient is hypervolemic."

Ele mostra que existe crescente preocupação com o excesso de fluidos que são administrados no cti. Principalmente depois do early goal, talvez exista uma tendencia de hidratar sempre o paciente que altera algum parametro de perfusão e qualquer parametro usado isoladamente possui suas limitações.
Observações
1) No early goal o grupo com redução de mortalidade teve balanço menos positivo no período de 6 a 72 horas
2) A SvO2 em septicos na emergencia, de acordo com este trabalho, geralmente ficou em torno de 50% o que não é comum no CTI
3) Já foi descrito que em pacientes com disfunção miocardica moderada a grave a sat venosa central habitual pode ser em torno de 60%, sem isso indicar necessariamente intervenção terapeutica
4) 50% das provas de volume não obtem melhora do debito cardiaco
5) Volume em excesso pode fazer mal principalmente em pacientes com injuria pulmonar, edema cerebral e sind. compartimental abdominal
6) É a visão deles: "prova de diurético". Eles também elogiam bastante delta PP e elevação de membros inferiores, como preditores de resposta a volume.
7) Cada vez mais artigos preocupados com a iatrogenia na terapia intensiva são publicados.

André Japiassú e Guilherme Penna

Transfusão de hemácias na UTI: após 20 anos

  Título: Red Blood Cell Transfusion in the Intensive Care Unit. Autores: Raasveld SJ, Bruin S, Reuland MC, et al for the InPUT Study Group....