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22 março 2010

DOENÇA CRÍTICA EM GESTANTES E PUÉRPERAS DEVIDO A INFLUENZA H1N1

CRITICAL ILLNESS DUE TO 2009 A/H1N1 INFLUENZA IN PREGNANT AND POSTPARTUM WOMEN: POPULATION BASED COHORT STUDY

The ANZIC Influenza Investigators and Australasian Maternity Outcomes Surveillance System

BMJ 2010; 340:c1279.

Neste estudo, os autores descrevem a epidemiologia de influenza H1N1 em gestantes e puérperas admitidas em unidades de terapia intensiva da Austrália e Nova Zelândia entre 01 de junho e 31 de agosto de 2009. Comparado com mulheres não-grávidas, a chande de internação em CTI devido ao H1N1 era 7x maior em gestantes e puérperas. Considerando mulheres com idade gestacional > 20 semanas, a chance era 13x maior. Das mulheres internadas, 69% necessitaram de ventilação mecânica e destas, 14% foram tratadas com ventilação extracorpórea. A mortalidade foi de 11%. Dos bebês nascidos vivos, 39% eram prematuros e 57% foram admitidos no CTI neonatal. Dos bebês testados, 10% foram positivos para H1N1.

Cássia Righy

03 agosto 2009

PARA QUEM QUISER SABER MAIS SOBRE INFLUENZA H1N1

H1N1 Influenza Center - Acessar http://h1n1.nejm.org/ para informações sempre atualizadas sobre a pandemia de Influenza.

Cássia Righy

INFLUENZA H1N1

Pneumonia and Respiratory Failure from Swine-Origin Influenza A (H1N1) in Mexico.
Perez-Padilla R, de la Rosa-Zamboni D, de Leon SP, et al. NEJM 2009 Jun 29. (ahead of print).

Esse artigo é um relato de 18 casos de influenza H1N1 que foram hospitalizados no México durante o período de 24 de março a 24 de abril/2009. Os pacientes, a maioria previamente hígidos, tiveram 5-7 dias de doença "flu-like" que progrediu para pneumonia e muitos se apresentaram ao hospital já no primeiro dia com sinais de SARA. A faixa etária predominante era de 13-47 anos. Dos pacientes em ventilação mecânica, a letalidade foi de 58%. Os achados laboratoriais mais consistentes foram LDH aumentado, contagem leucocitária normal com linfopenia e aumento de CK (provavelmente por miosite). Todos os pacientes que morreram evoluíram com disfunção múltipla orgânica.
Na pandemia de 1918, pneumonia bacteriana secundária foi a maior causa de óbito. Nesta série de casos, entretanto, a lesão pulmonar foi causada unicamente pelo vírus, não tendo sido feito diagnóstico de etiologia bacteriana superimposta nos casos hospitalizados. Tal fato talvez tenha sido devido ao uso de antibióticos previamente à hospitalização. Os autores também especulam se o início tardio de oseltamivir contribuiu para os óbitos observados.

Cássia Righy

Transfusão de hemácias na UTI: após 20 anos

  Título: Red Blood Cell Transfusion in the Intensive Care Unit. Autores: Raasveld SJ, Bruin S, Reuland MC, et al for the InPUT Study Group....