Angus DC, Deutschman CS, Hall JB, Wilson KC, Munro CL, Hill NS. Chest 2014; 146: 1142-4.
- Antes de tudo, as estratégias devem apresentar evidências científicas consistentes, prevalência significativa na população de pacientes nas UTIs, relevância de racionalização de custos, relevância para pacientes e profissionais da saúde e inovação.
1. Não pedir exames complementares em intervalos regulares, mas sim de acordo com demandas clínicas claras: aquela rotina de exames para o dia seguinte deve ser mais racional, e eventualmente desaparecer.
2. Não transfundir pacientes com hemodinâmica estável e sem sangramento, com níveis de hemoglobina acima de 7 g/dl. Já sabemos que muitas transfusões somente são orientadas por exames sanguíneos e podem acarretar eventos adversos como hipervolemia e reações transfusionais.
3. Não usar nutrição parenteral em pacientes bem nutridos, nos primeiros 7 dias de doença crítica. A hiperalimentação pode ter sérios riscos aos pacientes graves, com aumento da morbi-mortalidade.
4. Não faça sedação excessiva nos pacientes em ventilação mecânica, com exceção de pacientes com hipertensão intracraniana, status epilepticus e SARA grave (relação PaO2/FiO2 menor que 100). Interrupções diárias da sedação devem ser feitas, permitem o desmame de ventilação e abreviam o tempo de VM, podendo até reduzir mortalidade.
5. Não se esqueça de prover conforto na manutenção da vida de pacientes com alto risco de morte por doenças crônicas ou com capacidade funcional precária. Frequentemente pacientes que morrem na UTI estão usando altas tecnologias, mas sentem dor e desconfortos inaceitavelmente.
André Japiassú
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