quinta-feira, julho 30, 2009

Campanha Orgulho de Ser Intensivista

Mensagem do Dr José Mario Teles

Caros colegas,> >> > Gostaria de informar que estamos envolvidos em uma campanha de > > valorização do intensivista, cujo o slogan é "Orgulho de Ser > > Intensivista" , com o apoio da AMB e uma iniciativa da AMIB. A > > primeira etapa desta campanha terá 100 dias e será dedicada ao > > publico leigo e aos nossos colegas de outras especialidades. Em uma > > outra etapa, entre outras ações, estaremos focando os planos de > > saúde, com o apoio da ANS. A campanha contará com a participação das > > sociedades regionais de terapia intensiva para identificação dos > > hospitais que receberão o material promocional, mas contamos também > > com todos vocês.> > > O que podemos fazer no nosso dia a dia para valorizar nossa > > especialidade? Para valorizar o médico intensivista? Aceitamos > > sugestões para nossa campanha e principalmente histórias de sucesso > > que possam ser reproduzidas por todo o Brasil. Queremos ouvir e > > saber o que pensam!!!> > > Abaixo a repercussão do release que foram enviados para a Agencia > > Estado, sobre o lançamento da Campanha "Orgulho de Ser Intensivista"> > Trata-se do inicio de uma divulgação que será muito ampla.> >> > Veja On-line> http://veja. abril.com. br/agencias/ ae/ciencia- saude/detail/ 2009-07-27- 471162.shtml

quarta-feira, julho 29, 2009

H1N1- Participem do Estudo

Dear friends

The ESICM, at the request from many colleagues, with a significant number from outside Europe (specially South-America and Asia) decide to set-up an international registry on cases of Influenza A H1N1 admitted to ICUs. We send the letter bellow to all ESICM members last week and received up to now more than 400 answers. We were wondering if you and your societies (AMIB, SOTIRGS, SOTIERJ) would like to join the initiative and help us to reach as many interested people as possible. The Country coordinator for Brazil will be Eliézer Silva.
Please note that this is an academically-driven, completely industry-free exercise, that intends to improve our knowledge of the magnitude and the implications for intensive care professionals of this global problem.
Thank you in advance.
Warmest regards,

Thiago Lisboa for The ESICM H1N1 Flu Registry on Intensive Care Steering Committee
Dear Colleague,
As I am sure that you are aware, the pandemic related to influenza A novel H1N1
variant virus is becoming an increasing health problem, with an increasing number of
critically ill admissions to Intensive Care. To date this has been mainly a problem in
the Southern hemisphere and USA, Canada, Spain and the UK. We can be fairly
confident that other European countries will soon start to see similar issues.
With any new disease or illness, there is always going to be a degree of uncertainty
around the spread, the severity of the disease and the ultimate outcome. This
uncertainty breeds fear and often inappropriate comments and thoughts.
We feel that it is important for the European Society of Intensive Care Medicine to be
helping our members (and the wider community) in understanding what is happening,
what can be done and also perhaps what we should be doing in the future. We have
therefore set up a web based resource, linked to our home page that will become
both a repository of information and also a Registry for cases admitted to Intensive
Care. The URL for this site is http://www.H1N1registry.com. We hope that this
repository will soon contain all the necessary and available information on this
disease process. Please visit the site and also send to us any additional papers or
information that you feel should be included. We would ask for you to send these
documents by email through to myself at committee@h1n1registry.com.
One of the more important parts of this site is the online Registry for critically ill
admissions related to H1N1 influenza. I would invite all of you as ESICM members to
join in with this project and to include your patients in our Registry. We would hope
that by including sufficient numbers of patients we would be able to acquire data that
would help us in future planning for this (and other) pandemics and also help us in
understanding how severity of presentation relates to outcome and also how we
should manage and support these patients. There are now key individuals in most
countries who have agreed to act as national coordinators for this project. I
would ask each of you to contact your National coordinator and get access to the
registry through them so that you can include your patients. If any of you lives in a
country that as of yet does not have a National coordinator, please contact me on the
above email address and I will arrange for the necessary access details myself.
The current list of National coordinators is listed at the end of this email. If your
country is not yet listed please contact us directly.
Despite the summer, these are times for action, and as intensivists we are used to be
on the front line fighting for the health of our patients. We count on the collaboration
of all.
With kindest regards
The ESICM H1N1 Flu Registry on Intensive Care Steering Committee
Jordi Rello
Rui Moreno
Andrew Rhodes
Charles Sprung
Thiago Lisboa

sábado, julho 11, 2009

UMA REFLEXÃO ACERCA DO CAPITAL HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES

Uma reflexão acerca da administração hospitalar nos conduz a compreender o papel do Capital Humano neste ambiente.

O termo Capital Humano está ligado nas organizações aos valores intrínsecos do ser humano, como afirma Ponchirolli (2005), Humano, do latim hominem (para humanos), relacionado a pessoas. O que determina nossa espécie. Capital, do latim caput (para cabeça), tem muitas interpretações. No uso comum, significa o primeiro, maior, ou melhor.

Ponchirolli (2005) coloca ainda que no início do século XIX, o termo ampliou seu sentido: de dinheiro ou título mercantil passou a significar o próprio valor. Capital passou a significar uma unidade de valor vinculada ao trabalho empreendido para criá-la.

Para o economista Beker (1993) o capital humano é um conjunto de conhecimentos, treino e capacidades das pessoas que lhes permitem realizar trabalhos úteis com diferentes graus de complexidade e especialização. Definiu como investimento em capital humano "as actividades que influenciam os resultados obtidos no futuro". O homem através da sua formação pessoal e profissional contribui para o aumento da produção e para o aparecimento de novos bens e novos serviços.

Partindo destas considerações passaremos a chamar Capital Humano no hospital toda a equipe de “Cuidadores” a qual tem um papel extremamente importante, pois é ela que gera confiança, ao paciente e ao familiar. Uma equipe tecnicamente competente é capaz de intervir em momentos de crise/estresse, contribuindo para minimizar e agregar valores aos pacientes e familiares. A boa interação da equipe, o equilíbrio emocional tanto individual, quanto grupal são instrumentos imprescindíveis na atenção ao exercício profissional.

Um aspecto constantemente relegado a segundo plano quando falamos dos contextos hospitalares é o das condições emocionais dos profissionais de saúde que atendem a demandas ligadas a vulnerabilidade humana. Outros aspectos fundamentais são quanto à formação técnica, e preparo psíquico para o exercício de ser “cuidador”, como também às condições estruturais de trabalho desse profissional de saúde, quase sempre mal remunerado, muitas das vezes pouco incentivado e sujeito a uma carga considerável de trabalho.

Camon (1998), fala que a equipe enfrenta o binômio onipotência X impotência como forte fator ansiógeno, quanto no que diz respeito à dimensão do ser humano que está “por trás” do profissional de saúde, que sente, se identifica, sofre, tem uma história e sabe, mesmo que sucessivamente negue, que todas as ocorrências que protagoniza no papel de técnico e “cuidador” podem acontecer consigo ou com os seus.

A organização hospitalar tem um grande desafio a realizar quando se fala em gestão do Capital Humano. Entendemos que as empresas precisam perceber que os seres humanos, em seu trabalho, não são pessoas que movimentam o ativo – mas pessoas que necessitam e podem ser valorizadas, desenvolvidas e avaliadas como qualquer outro ativo da corporação. São ativos dinâmicos que podem ter seu valor aumentado com o tempo, e não “produtos” inertes que perdem valor.



Referências:

BECKER, G.S. Human capital: a theoretical and empirical analysis, with special reference to education. Chicago: University of Chicago Press, 1993.

CAMON, V. A. A – Urgências Psicológicas no Hospital. São Paulo –SP Ed. Pioneira 1998.

PONCHIROLLI O. Capital Humano. Curitiba – Pr Ed. Juruá, 2005.

Psic. Raquel Pusch de Souza
Presidente do Dept. Psicologia AMIB
pusch11@terra.com.br

segunda-feira, julho 06, 2009

SEPSE AO REDOR DO MUNDO - EPIC II

JL Vincent. EPIC II: sepsis around the World. Minerva Anestesiol 2008; 74:293-296.

Recentemente o Dr JL Vincent proferiu conferência sobre a Sepse ao redor do mundo, no congresso ISICEM para América Latina, em 24 de junho passado.

O primeiro estudo foi realizado na Europa e publicado em 1995 (JAMA - EPIC I). Este estudo contava com mais de 10 mil pacientes, e demonstrava grande variação internacional em relação à bacteriologia, gravidade e mortalidade dos pacientes. A mortalidade dependia muito se a infecção era adquirida na UTI, o que aumentou muito o número de óbitos em países como Grécia e Portugal.

O estudo SOAP (2006), conduzido pelo mesmo autor, demonstrou que na Europa havia correlação entre incidência de sepse e mortalidade. A frequencia de germes era igual entre bactérias Gram positivas e negativas, enquanto cresceu a presença de infecções fúngicas (em torno de 6%).

O pesquisador ampliou a casuística para infecções em todo o mundo. Foram 76 países, 1265 UTIs e 14.414 pacientes, em estudo de corte realizado em 2 de julho de 2007. A América Latina (AL) participou com 16% da população.

No Brasil os dados são alarmantes. As UTIs brasileiras participantes eram acadêmicas (60%) e médico-cirúrgicas (66%) na sua maior parte. Metade precisou de ventilação mecânica.

A mediana de permanência no mundo inteiro foi de 9 dias, com 18% de mortalidade na UTI, e mais 6 % na hospitalização. Mas na AL a mortalidade foi maior (27% na UTI e 33% hospitalar). Pode-se pensar que nossos pacientes são mais graves, mas SAPS II e SOFA do primeiro dia foram semelhantes a outros continentes como América do Norte e países da Europa. Nossos pacientes tinham maior prevalência de pneumonia e peritonites. O isolamento de microorganismos (m.o.) foi menor na AL também (55 versus 69%). Os m.o. mais comuns foram bactérias Gram-negativas (62%). Pseudomonas e Klebisiella sp são comuns, e Acinetobacter vem logo atrás.

É interessante a correlação entre PIB e taxa de infecção dos continentes, principalmente no 3o mundo. E finalmente a Oceania tem mortalidade bem abaixo dos outros continentes (14%).

Existem várias especulações para estes resultados. Primeiramente, temos menos dinheiro e isso parece influenciar os cuidados com pacientes sépticos em todo lugar. Mas estamos piores que países emergentes como Índia e Argentina (estudo PROGRESS, Infection junho 2009). Não há como explicar este fato com escores prognósticos, pois são semelhantes. Talvez o acesso ao sistema de Saúde é que faça diferença em várias partes do Brasil; tempo é tecido/disfunção na sepse. Finalmente, vale a pena conscientizar melhor a população em relação ao que é sepse, assim como vários sabem o que é AVC (derrame cerebral) e IAM, que dependem de atendimento rápido para tratamento com sucesso.

O ILAS (Instituto Latino-Americano de Sepse) vem trabalhando arduamente para saber como estamos, e tentando implementar protocolos em UTIs e emergências no Brasil. Se conseguir consciência da população sobre procurar atendimento rapidamente e o profissional de saúde souber que antibioticoterapia precoce salva vidas, já será um grande passo.

André

quarta-feira, julho 01, 2009

AGENDA

IV Jornada de Medicina Intensiva do INCA
10 de julho de 2009
Rio de Janeiro - RJ
Inf: (21) 39707846
http://www.inca.gov.br/

XI Congresso Paulista de Terapia Intensiva - COPATI
12 a 15 de agosto de 2009
Campos do Jordão - SP
http://www.sopati.com.br/

XII Congresso de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro
27, 28 e 29 de agosto de 2009
Windsor Barra Hotel & Congressos
Rio de Janeiro-RJ
Informações: Inform Eventos(21) 2513-4959 Fax: (21) 2513-2823
http://www.congresso.sotierj.org.br/

10º Congresso Mundial das Sociedades de Medicina e Terapia Intensiva(10th Congress of the World Federation of Societies of Intensive and Critical Care Medicine)
28 de Agosto a 1 de Setembro de 2009
Florence - Itália
Informações: http://www.wfsiccm-florence2009.it/

Weimar Sepsis Update 2009: Sepsis Goes Public
4th International Congress of German Sepsis Society on Sepsis and multiorgan dysfunction
09 de setembro a 12 de setembro
Weimar, Germany
http://www.sepsis-2009.de/

22nd Annual Congress European Society of Intensive Care Medicine
11 de outubro a 14 de outubro 2009
Vienna, Austria
http://www.esicm.org/

XIV Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva
11 de novembro a 14 de novembro de 2009
São Paulo – SP
http://www.amib.org.br/